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O rótulo de um produto alimentar é como uma espécie de bilhete de identidade que nos ajuda a conhecê-lo melhor. E isso é essencial para fazer boas escolhas em termos de alimentação. Além disso, é também uma questão de segurança, pois reduz o risco de consumirmos um alimento estragado ou que contenha algum ingrediente ao qual sejamos alérgicos.

Há várias informações que lá pode encontrar, algumas obrigatórias outras facultativas, desde a lista de ingredientes, data de validade, origem, formas de conservação e não só. Saiba mais sobre como ler corretamente um rótulo e coloque os seus conhecimentos à prova da próxima vez que for ao supermercado.

O que tem mesmo de constar no rótulo de um alimento?
As informações que têm obrigatoriamente de ser referidas no rótulo dos alimentos são:

  • Nome do alimento;
  • Lote;
  • Quantidade líquida;
  • Data de validade - pode ser apresentada de duas formas: “Consumir até…”, que significa que não deve consumir o alimento após a data indicada por ser muito perecível, ou “Consumir de preferência antes de…”, significa que não é perigoso ingeri-lo após a data, mas a cor, sabor e textura podem estar comprometidos;
  • Condições especiais de utilização e de conservação;
  • Lista de ingredientes;
  • Declaração nutricional;
  • Contactos do operador responsável pelo alimento.

Há apenas algumas exceções a estas regras. É o caso, por exemplo, das águas minerais naturais, das bebidas com um teor de álcool superior a 1,2% e dos suplementos alimentares, que não precisam de apresentar informação nutricional. Já o sal, o açúcar e o vinho são exemplos de alimentos que não são obrigados a indicar a data de validade. Quanto à referência da quantidade líquida, alguns alimentos que não precisam de a indicar são:

  • Produtos que são vendidos à unidade;
  • Produtos que possam sofrer alterações de massa/volume;
  • Produtos com menos de 5g ou 5ml;
  • Especiarias e ervas.

Há ainda alguns elementos que, embora nos ajudem a interpretar o rótulo, são de caráter opcional e que, por isso, cabe à marca decidir se os quer incluir ou não. É o caso da percentagem do valor de referência de cada nutriente que ingerimos por porção daquele determinado produto. No entanto, caso sejam declaradas Vitaminas ou Minerais, o Valor de Referência desses nutrientes tem sempre de ser declarado.

O que deve ter em consideração na lista de ingredientes
Tal como o nome indica, a lista de ingredientes enumera todos os ingredientes que foram usados para produzir determinado alimento. Um aspeto muito importante a ter em consideração, é que os ingredientes são listados por ordem decrescente no que diz respeito a quantidade. Isto significa que o primeiro ingrediente da lista é aquele que está presente em maior quantidade; já o último, pelo contrário, é o que está em menor quantidade. Dito isto, deve evitar os alimentos que contenham nos primeiros lugares da lista ingredientes como açúcar, gordura ou sal, privilegiando outros que tenham ingredientes naturais, como frutas ou vegetais.

Os aditivos também têm de ser referidos por categoria e pelo nome específico e/ou letra E.

Na lista de ingredientes também se pode saber se o alimento contém produtos ou substâncias que provocam alergias ou intolerâncias (alergénios), como glúten, soja, crustáceos, amendoins ou leite, estando o seu nome destacado a negrito na lista de ingredientes.

Esteja atento à composição nutricional
Pode ser apresentada sob a forma de tabela (o formato mais comum) ou por extenso e indica-nos o contributo energético e nutricional de um alimento, por 100 g ou 100 ml.

É obrigatório que conste na declaração nutricional informação sobre os seguintes nutrientes:

  • Energia (pode ser indicada em kcal ou kJ);
  • Lípidos (ou gordura);
  • Ácido gordos saturados;
  • Hidratos de carbono (ou glícidos);
  • Açúcares;
  • Proteínas;
  • Sal.

Há outros valores que podem constar na tabela ou lista, mas que são de caráter opcional. É o caso de:

  • Fibra;
  • Vitaminas, mas obrigatórios quando suportam uma alegação nutricional ou de saúde;
  • Minerais, mas obrigatórios quando suportam uma alegação nutricional ou de saúde;
  • Apresentação de valores nutricionais por dose ou porção.

A melhor forma de interpretar as informações da tabela da composição nutricional é analisando os valores por cada 100g ou 100mL. Assim, se estiver indeciso entre dois produtos semelhantes, consegue mais facilmente compará-los.

Na tabela nutricional não é feita a distinção entre os açúcares adicionados e os naturalmente presentes nos alimentos. Por isso, é normal que produtos ricos em fruta, por exemplo, tenham sempre maior teor de açúcares (frutose).

Sobre alegações nutricionais
Há produtos que contêm no rótulo algumas alegações nutricionais, como:

- Light;

- Sem gordura;

- Sem adição de açúcares;

- Baixo teor de sódio/sal;

- Fonte de fibra;

- Rico em proteína.

Estas alegações, para poderem ser feitas, têm de cumprir regras que estão previstas na legislação e são altamente reguladas pelas entidades responsáveis. Contudo, devemos olhar para o alimento como um todo e não apenas para um nutriente em concreto, para garantir que é de facto uma boa opção.

Fontes:

http://www.fpcardiologia.pt/saber-ler-os-rotulos-dos-produtos-alimentares-para-efetuar-escolhas-mais-saudaveis-3/
https://www.diabetes365.pt/prevenir/como-ler-os-rotulos-dos-alimentos/
https://www.deco.proteste.pt/alimentacao/produtos-alimentares/noticias/campanha-de-olho-no-rotulo-contra-excessos-alimentares
https://nutrimento.pt/noticias/descodificador-de-rotulos/
https://www.deco.proteste.pt/alimentacao/produtos-alimentares/noticias/rotulo-dos-alimentos-guia-para-escolher-bem

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